Que Deus nos acuda.......

02/01/2010 Já estou um pouco cansado de ficar escrevendo sobre diferença entre formatos de quadro e etc, porque acho que temos assuntos muito mais produtivos e interessantes a discutir. Porém, sempre que acredito que a dicussão tenha acabado, recebo um novo estímulo. Na última edição (dez/10) da maior revista de ciclismo do País (novamente), um leitor ao ser respondido a respeito da diferença entre quadros sloping e "tradicionais" (deveríamos substituir essa palavra por clássicos), recebeu uma resposta um tanto quanto medíocre para o tamanho e projeção da revista, além de estar errada.

Entre outras balelas, o especialista citou como diferença entre os quadros a "reatividade", o "poderio" para subir melhor, e toda aquela conversa fiada que sempre ouvimos. Lendo o primeiro artigo que escrevi sobre geometria que está disponível aqui no site, já podemos entender que mais de 90% do que falam a respeito de geometria de quadros é completamente equivocado. E só para esclarecer rapidamente, o que realmente muda a dirigibilidade e que é realmente perceptível em uma bicicleta são: trail (I) , stay ou balança (E), front-center (L) e entre-eixos(H). Quando uma dessas medidas muda entre uma bike e outra, temos diferenças de dirigibilidade. Não é um tubo superior (A) soldado reto ou inclinado que confere características "mágicas" aos quadros e muito menos o tubo do selim (B) com angulação diferente. Do contrário, é melhor comprarmos uma Caloi Ceci que tem o quadro mais sloping de todos os tempos, e colocarmos um shimano eletrônico e aí podemos encarar qualquer dificuldade.

Brincadeiras à parte, peço desculpas pelo palavreado chulo, mas em certos momentos ele serve para dar mais intensidade ao texto. Até a próxima!