Lance Armstrong de volta ao TRIATLO! 21/03/2012

Mais uma vez vimos uma demonstração de força, vontade e superação. Podem falar o que for de Lance, mas vê-lo competir é emocionante! Em seu retorno ao triatlo, depois de uma passagem marcante pelo ciclismo, Lance conquistou “apenas” o segundo lugar no 70.3 do Panamá hoje. E não pense que ele vendeu fácil a vitória, foi ultrapassado no último km de corrida por um “mero” medalhista olímpico em 2 oportunidades. Lance vem investindo em um treinamento bem orientado e na escolha correta dos equipamentos, assim como sempre fez no ciclismo. Há pouco foi visto no LSWT (Túnel de Vento de San Diego), local que já tive a oportunidade de visitar. Lance foi fazer algumas verificações em seu posicionamento e nas últimas alterações feitas em sua bike.


 

 

Retirado de www.slowtwitch.com

 

 Entre as mudanças em sua bike de TT, Lance escolheu um quadro maior (pulou do M para o L) em sua TREK Speed Concept, já que preferiu e foi orientado a ter um posicionamento bem avançado (o que é a chave no triatlo) e precisaria assim de mais “reach” no seu quadro (vide:www.marcelorocha.com/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=125062); e como teria mais peso ainda concentrado na frente da bike, ele escolheu um entre-eixos maior (sábia opção). E para manter uma pedalada eficiente na posição “aero”, ele diminuiu suas pedivelas de 175 mm para 170 mm (recentes estudos mostram que NÃO existe diferença significativa em força e potência entre pedivelas de 140 mm a 220 mm). Porém, as diferenças biomecânicas são bem significativas nas mudanças de tamanho dos braços das pedivelas, assim como a alteração de alcance do guidão e da flexão de quadril no ponto alto da pedalada, principalmente em bikes de TRIATLO e CRONO. Um absurdo para muitos uma mudança como essa..... Vários atletas poderiam, ou na verdade, deveriam fazer essa opção.
 

Assim como o que aconteceu com o ciclismo, a presença de Armstrong irá impulsionar o mercado, trazer mais praticantes para a modalidade, trazer a imprensa em peso para as provas e é claro, tornar as provas ainda mais competitivas como a de hoje. Alguém duvida?